madrugada afora
fora o fato
silencio
há no mundo que mora
a boca que cala o medo
contra a solidão o segredo
e se há no desejo o meio
de alojar-se fora
do tempo previsto
da história que rola
em cascastas e dobras
observa
o mundo não é cor de rosa
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
sábado, 8 de outubro de 2011
deixe passar a ingratidão
ela mora na casa do medo
reside sozinha
vizinha a escuridão
ela e meia dúzia de cães chucros
que desfilam impafiosos ao meio dia
deixe passar a ignorância
ela não sabe por onde anda
mesmo que tenha certezas mas não as garanta
não ignore o erro
não será possível ver diretamente quem os acompanha
mas se seguir seus movimentos
pode ser que os passos revelem
debaixo do manto
cambaleantes
aqueles que o sustenta
podem ser numerosos e irreconhecíveis
porque andam em blocos
em máscaras que os cobrem invisíveis
não ignore o erro
nele está o acerto
nele está a resposta
que tanto procura
nos mudos ingratos
e também a certeza dos ignorantes
mas sobretudo
nunca substime o sonho
que normalmente anda sozinho
parece frágil e arredio
bradando em praças
ou tímido falando aos ouvidos
palavras incompreensíveis
reconheça o sonho
na rua
nas esquinas da sua própria vida
ele quer companhia
mas não oferece garantias
carrega com afinco
uma imagem que figura paisagem
feita de um risco quase ilegível
é preciso ler nas entrelinhas
o sonho insone pode ser visto todos os dias
nisso ele se diferencia
ao contrário da ignorância
é amigo do erro
não anda em matilhas
não se avizinha do medo
e não segue a esmo
um caminho vazio
ela mora na casa do medo
reside sozinha
vizinha a escuridão
ela e meia dúzia de cães chucros
que desfilam impafiosos ao meio dia
deixe passar a ignorância
ela não sabe por onde anda
mesmo que tenha certezas mas não as garanta
não ignore o erro
não será possível ver diretamente quem os acompanha
mas se seguir seus movimentos
pode ser que os passos revelem
debaixo do manto
cambaleantes
aqueles que o sustenta
podem ser numerosos e irreconhecíveis
porque andam em blocos
em máscaras que os cobrem invisíveis
não ignore o erro
nele está o acerto
nele está a resposta
que tanto procura
nos mudos ingratos
e também a certeza dos ignorantes
mas sobretudo
nunca substime o sonho
que normalmente anda sozinho
parece frágil e arredio
bradando em praças
ou tímido falando aos ouvidos
palavras incompreensíveis
reconheça o sonho
na rua
nas esquinas da sua própria vida
ele quer companhia
mas não oferece garantias
carrega com afinco
uma imagem que figura paisagem
feita de um risco quase ilegível
é preciso ler nas entrelinhas
o sonho insone pode ser visto todos os dias
nisso ele se diferencia
ao contrário da ignorância
é amigo do erro
não anda em matilhas
não se avizinha do medo
e não segue a esmo
um caminho vazio
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
tenho um par de pedras castanhas
como algo que me sustenta
não posso ficar refém delas
nem suspendê-las em definitivo
tenho um par de castanholas
que mexem elegantes
direcionadas ao meu corpo que se mexe
não sei exatamente o que me dizem
dançam sob o foco de suas matizes
brilhantes
Danço castanholas
como uma cigana
que vai ao encontro
do que a convida
a vida
é mais que música e dança
tem ainda sapatilhas
como algo que me sustenta
não posso ficar refém delas
nem suspendê-las em definitivo
tenho um par de castanholas
que mexem elegantes
direcionadas ao meu corpo que se mexe
não sei exatamente o que me dizem
dançam sob o foco de suas matizes
brilhantes
Danço castanholas
como uma cigana
que vai ao encontro
do que a convida
a vida
é mais que música e dança
tem ainda sapatilhas
plátanos
soam odor madeira seca no caminho madrugada fresca
como pontas dos pinhos arvoredos
soam novidades
lua cheia sobre o rio pleno
soa saudade
não posso aportá-los - todos
prendo - compreendo inteiros pelas ruas que passo
ruas jardins
ruas espaços vazios
ruas cafés
ruas silêncio
ruas barulho de gente
cada lugar tem o seu sentido
alguns olfato
outros oLvido
amo cada chão que piso
e se o tempo é relativo
despertar física poesia
é voar sem asas
cheirar flores sem pétalas
e navegar concreto
contraponto de partida
soam odor madeira seca no caminho madrugada fresca
como pontas dos pinhos arvoredos
soam novidades
lua cheia sobre o rio pleno
soa saudade
não posso aportá-los - todos
prendo - compreendo inteiros pelas ruas que passo
ruas jardins
ruas espaços vazios
ruas cafés
ruas silêncio
ruas barulho de gente
cada lugar tem o seu sentido
alguns olfato
outros oLvido
amo cada chão que piso
e se o tempo é relativo
despertar física poesia
é voar sem asas
cheirar flores sem pétalas
e navegar concreto
contraponto de partida
quinta-feira, 16 de junho de 2011
sábado, 7 de maio de 2011
o dia passa rápido sob o céu azul que cintila
carros correm mais aos olhos da janela
no sussuro
à distância
escuto boca lábios carmim
mulher menina vizinha
reconheço os habitantes da cidade
navegadores perdidos e náufragos
partilham caminhos
ao deitar da tarde
no ruído de vento
tudo deságua no mar
onde ainda habitam velhos marinheiros
onde serenam peixes homens e amantes
o mundo é cheio e o silêncio fala o bastante
carros correm mais aos olhos da janela
no sussuro
à distância
escuto boca lábios carmim
mulher menina vizinha
reconheço os habitantes da cidade
navegadores perdidos e náufragos
partilham caminhos
ao deitar da tarde
no ruído de vento
tudo deságua no mar
onde ainda habitam velhos marinheiros
onde serenam peixes homens e amantes
o mundo é cheio e o silêncio fala o bastante
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